Aromaterapia – Óleos essenciais nas infecções virais

 

A base da “Aromaterapia” são os óleos essenciais. Podemos considerá-la um método terapêutico holístico que através de substâncias naturalmente presentes nas plantas, promove a saúde natural do corpo e da mente.

Os óleos essenciais são extraídos das plantas aromáticas e medicinais, através de processos de destilação, das mais variadas partes da planta (flores, folhas, sementes, caules, casca, raízes).

Como podem os óleos essenciais auxiliar nas infecções virais?

Um óleo essencial contém uma estrutura química complexa e variada (alguns com mais de 200 componentes diferentes). Dependendo dos constituintes químicos e quimiotipos de cada óleo essencial, o mesmo poderá ter uma ação terapêutica antisséptica, antibacteriana, antiviral, anti-inflamatória, analgésica, calmante, sedativa, etc…

 

Na “linha da frente”, com ação antibacteriana, antiviral e imunoestimulante, temos:

Árvore do chá (Melaleuca alternifolia) – Antibacteriano de amplo espectro, antisséptico, antiviral e estimulante imunitário. Um dos mais notáveis óleos essenciais, considerado um dos “antibióticos naturais” com uma ação mais ampla.

Ravintsara (Cinnamomum camphora qt.Cineol) – Antibacteriano, antiviral e estimulante imunitário, neurotónico. Originário de Madagáscar é um dos mais poderosos óleos essenciais com ação antiviral.

Eucalipto Radiata (Eucalyptus radiata) – Antibacteriano, antisséptico respiratório, antiviral. Com um teor de cineol menor que a variedade Globulus, tem uma ação antiviral mais acentuada. O eucalipto é conhecido como a “árvore da febre” pela sua ação sobre febres infecciosas. Têm uma grande capacidade de asseptizar o ar.

Niaouli (Melaleuca quinquenervia qt.Cineol) – Antibacteriano, antisséptico, antiviral e estimulante imunitário. Da mesma família botânica que a árvore do chá, mas com uma composição química distinta (35% a 40% de cineol e 6% a 15% de viridiflorol), era utilizado pelos indígenas para desinfectar a água. É um excelente antibacteriano, antiviral e antifúngico.

Limão (Citrus limon) – Antibacteriano, antisséptico, antiviral e tonificante. O limão é um dos frutos mais usados na medicina natural. Muito útil em períodos de doença contagiosa (difusão atmosférica) e como tonificante após período de doença prolongada.

 

TRATAMENTO PREVENTIVO – 1a Fase

 

Difusão – Escolha dois ou três, dos óleos acima mencionados, faça um blend, num total de 8 a 10 gotas e utilize diariamente em difusão atmosférica.

Ex: 3 gotas OE Árvore do Chá+3 gotas OE de Eucalipto + 2 gotas de OE Limão

Via Cutânea – Óleo essencial de árvore do chá + um dos acima mencionados, num total de 5 gotas, diluídas numa colher de chá de óleo vegetal (azeite, grainha de uva, macadâmia, etc…) e aplicadas diáriamente na região do tórax.

Ex: 2 gotas OE Árvore do Chá + 3 gotas OE Ravintsara (ou Eucalipto, ou Niaouli) + 1 colher chá óleo vegetal.

Nota: Não usar em crianças < 3 anos.
Crianças > 3 anos reduzir a dosagem para 1 gota OE árvore do chá+1 gota Eucalipto radiata +1 colher chá óleo vegetal.

 

APÓS OS PRIMEIROS SINTOMAS – 2a Fase

Introduzimos nesta fase, óleos com marcada ação anti-infecciosa:

 

Cravinho (Eugenia caryophylus) – Rico em eugenol, é um antibacteriano muito poderoso, de largo espectro de ação.

Oregão (Origanum compactum) – O principal componente deste óleo é o carvacrol, poderoso antibacteriano de largo espectro de ação.

Tomilho (Thymus vulgaris qt.timol / Thymus Achyrocline) – As principais moléculas aromáticas, são o timol e o carvacrol, poderoso antibacteriano de largo espectro de ação.

Nota: Todos estes três óleos, são ricos em fenóis, muito agressivos para a pele e potencialmente dermocaústicos. Nunca utilizar puros. Não aconselhável a grávidas e lactantes, nem crianças menores de 6 anos.

Posologia:

Numa situação sintomática, o ideal será a junção dos óleos essenciais da primeira fase com os da segunda fase.

Difusão: Igual à primeira fase, mas adicionar 2 gotas de OE de cravinho.

Ex: 3 gotas OE Árvore do Chá+3 gotas OE de Eucalipto + 2 gotas de OE Limão + 2 gotas de OE de Cravinho.

Via Cutânea: Aumentar o número de gotas de óleo essencial da 1a fase para 10 gotas. Aplicar 3 a 5 x dia.

Ex: 4 gotas OE Árvore do Chá + 4 gotas OE Ravintsara (ou Eucalipto, ou Niaouli) + 2 gotas de OE de Cravinho (ou Oregão, ou Tomilho) + 1 colher chá óleo vegetal.

Via Oral : 40 gotas de OE Ravintsara (ou Eucalipto, ou Niaouli) + 20 gotas de OE de Árvore do Chá + 10 gotas de OE de Cravinho (ou Oregão, ou Tomilho) + 1 colher chá óleo vegetal (azeite, grainha de uva). Tomar 5 gotas deste blend, em uma colher de chá de mel*, 5x primeiro dia e depois passar a 3xdia durante 7 dias.
*Nunca em água, os óleos essenciais não são hidrossolúveis!

Nota: As propriedades e usos, são indicados a título informativo, não substituem a consulta de um profissional.

 

 

Sandra Martins

Aromaterapeuta pelo IPN (Instituto Português de Naturalogia)

5 Comments
  • Clara Vieira

    26 Março, 2020at12:27 Responder

    Grata pela informação e esclarecimento tão pertinentes.
    Bem haja

  • Andreia Leitão

    26 Março, 2020at14:10 Responder

    Bom dia, para a via cutânea pode ser usada glicerina vegetal em substituição dos oleos que exemplificou? Muito obrigada
    Andreia

    • Sandra Martins

      26 Março, 2020at17:04 Responder

      Olá Andreia, apesar da glicerina ser um solubilizante, eu prefiro usar óleos vegetais para fazer a diluição.

  • Ana Nepomuceno

    26 Março, 2020at17:34 Responder

    Bom dia Sandrinha querida, obrigada pela partilha, vou experimentar o primeiro blend.
    Beijinho e boa quarentena.

  • Cristina Portugal

    27 Março, 2020at0:37 Responder

    Estou a experimentar o pé tea três com o ravinsara. Coloquei azei a dobrar. Amanhã já coloco menos. Muito obrigada.

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